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Audiência Pública faz críticas à reforma da Previdência que tramita no Congresso Publicado em 16/05/2017
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Audiência Pública faz críticas à reforma da Previdência que tramita no Congresso

A Câmara Municipal de Ipatinga promoveu na tarde desta segunda-feira (15) audiência pública para expor dados da seguridade social e os possíveis impactos que a emenda constitucional sobre a reforma da previdência, em tramitação no Congresso Nacional, poderá provocar aos direitos dos trabalhadores.


Proposta pela vereadora Lene Teixeira (PT), o encontro contou com duas explanações de servidores públicos que argumentaram os problemas que a classe trabalhadora enfrentará, caso a reforma seja aprovada no Congresso.


“É preciso debater e nos unir contra as reformas porque o nível de das propostas para as políticas publicas no país está em nível inaceitável. Precisamos estar atentas para não deixar que o desmonte da previdência ocorra”, disse Lene.


O presidente do Sindicato dos Auditores Fiscais da Receita Estadual de Minas Gerais (Sindfisco), Lindolfo Fernandes de Castro, iniciou sua fala argumentando que “é necessário desconstruir os argumentos mentirosos em relação à previdência e mobilizar para que a sociedade se una contra a reforma, porque ela está retirando direitos, dificultando acesso à aposentadoria, reduzindo benefícios, dentre outros malefícios ao trabalhador”, disse.


Ele reclamou que as mudanças sem debate estão sendo feitas “para aprovar o desmonte da seguridade social, que é muito importante porque não é um tema qualquer, mas algo complexo que requer uma discussão macroeconômica, social, política e orçamentária.” 


Ele explicou que o aumento da carência para que se obtenha a aposentaria, passando de 15 para 25 anos de contribuição, afeta e muito a mulher, haja vista que ela já desenvolve uma tripla jornada, sendo necessário preservá-la, “pois estudos dão conta que a mulher trabalha em média, oito anos a mais que um homem”, disse Lindolfo.


Para ele, a discussão em torno do problema da previdência para o Brasil, apontando-a como um problema, não procede, “porque a previdência opera em um gasto de 7 a 8% do produto interno Bruto (PIB), o que está muito aquém dos países desenvolvidos. A ideia da reforma surgiu para retirar direitos dos trabalhadores.”


Já para o assistente social do INSS Marco Aurélio Costa Perdigão,  não existe déficit na previdência, “e o que está sendo proposto é uma contrarreforma porque perpassa na restrição dos direitos do trabalhador”, comentou.  


Ele alegou que o Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) está sendo esvaziado e sucateado e que a população não está sendo chamada a dialogar, mas sim sofrendo imposição de cima pra baixo, de modo que prejudicará o trabalhador. “Não podemos engolir as notícias que vêm sendo divulgadas sem observar a quem interessa prejudicar o INSS. Existem especulações que precisamos tomar muito cuidado, porque há um retrocesso na concessão de benefícios no que tange as pessoas com deficiência”, disse Marco.


Também estiveram presentes servidores da APAE, Adevipa, Sindfisco, Centro de Prevenção à Criminalidade, Prefeitura de Timóteo, Prefeitura de Ipatinga, Fica Vivo, comunidade em geral.  



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